No primeiro tombo...
É... Já começa com um tombo.
No primeiro tombo o anjinho de porcelana quebrou uma asa.
Colou. Se calou.
Ninguém percebeu.
No segundo tombo o anjinho de porcelana quebrou a outra asa.
Colou. Se calou.
Ninguém percebeu.
No terceiro tombo o anjinho de porcelana quebrou uma perna.
Colou. Se calou.
Ninguém percebeu.
Levou o quarto, o quinto, o sexto... O décimo tombo.
...
Quebrou e quebrou novamente todas as partes do pequeno e frágil corpo.
Colou. Se calou.
E enquanto se calou ninguém percebeu que o anjinho de porcelana havia se machucado.
Talvez nem tenham notado que ele nem era de porcelana.
Josiane Maia
Josiane Maia
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